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Cuide do Pré-parto e produza mais.

Pastagem de ótima qualidade
Como resolver a “Diarreia das Pastagens”!
12 de maio de 2020
Pré Parto Alger

Vaca em um ambiente pré parto

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Uma das fases mais importantes na vida produtiva e reprodutiva de uma fêmea bovina é o pré-parto. Isto foi evidenciado nos últimos anos pelos produtores e técnicos de todo mundo, nesta fase a vaca é condicionada para a próxima lactação. O manejo consiste em evitar distúrbios metabólicos e explorar o máximo potencial de produção, ou seja, as vacas secas são um investimento para a propriedade.

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Vaca com atenção ao parto.

 

Tendo um bom manejo neste período temos a sequência abaixo na propriedade:

Vacas secas = Período preparatório = Investimento = Alta produtividade

 

Sessenta dias antes do parto, ou seja, na secagem dos animais, começa o período seco de uma vaca, que se estende até 21 dias antes da data prevista para o parto, quando inicia o período de transição e segue até três semanas após o parto, onde ocorre a maioria dos distúrbios metabólicos, como: febre do leite, cetose, deslocamento de abomaso e metrite, o que aumenta o tempo de recuperação do animal para uma nova prenhes e diminui o potencial para produção de leite, comprometendo a produção total desta lactação.

A tabela (Tabela 1) abaixo mostra o impacto de algumas desordens metabólicas e outros transtornos observados durante o período pré-parto sobre a produção e reprodução.

Tabela 1. Desordens metabólicas e outros transtornos durante o período de pré-parto sobre a produção e reprodução.

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Estratégia de manejo durante a fase de transição no pré-parto.

Vacas no início do período seco podem ser alimentadas com pastagem e feno de boa qualidade, silagem ou combinações destes, no entanto, no final do período seco ocorre grande aumento do crescimento fetal, o feto toma espaço, comprime os órgãos ligados aos processos de digestão e logo comprometem o espaço físico e ingestão de matéria seca. Este fato, associado com a grande variação hormonal no período pré-parto, ou seja, aumento nas concentrações sanguíneas de estrógeno e corticoides e uma queda nas concentrações de progesterona (Chew et al., 1979), reduz o consumo de matéria seca em até 30%.

Deste modo, estimular os animais a ingerirem alimento, para que haja um enchimento ruminal pleno, evitando deslocamento de abomaso e se atentar ao teor de potássio no volumoso, são essenciais para o sucesso do planejamento nutricional periparto de vacas leiteiras. Isso diminui o risco de febre do leite entre outros problemas relacionados (metrites, retenção de placenta, retenção de abomaso e natimortos). Caso haja teor elevado de potássio no volumoso, sais aniônicos devem ser adicionados à dieta, ou seja, devemos deixar a dieta com cargas negativas (Ex: Cloro e Enxofre) para deixar o PH do sangue ácido. Isso ativa o paratormônio, que retira cálcio dos ossos, deixando-o disponível na circulação e evitando a hipocalcemia. É importante adotar a rotina de medir o PH da urina com frequência e seguir como parâmetro no peagâmetro: entre 5,8 e 6,8.

Também é importante aumentar o aporte energético da dieta no período pré-parto para adaptar o animal a dieta de início de lactação e amenizar o balanço energético negativo.

Outra atenção é a condição corporal, um animal “nem gordo e nem magro”, na escala de 1 a 5, sugere-se que as vacas cheguem ao parto entre 3 e 3,2. Escore abaixo de 3 pode prejudicar a produção de leite e a reprodução. Escore maior que 4 também prejudica a reprodução e aumenta as chances de doenças como a Cetose (fígado gordo) e o Deslocamento do abomaso.

A Alger Nutrição Animal, Conta com uma solução em mineralização para este período. Conheça o Pré – Parto.

Alex Scariot – Médico Veterinário

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